Bíblia – Resumo

Velho Testamento
01. Gênesis Pentateuco
02. Êxodo
03. Deutoronômio
04. Levítico
05. Números
06. Josué Históricos
07. Juízes
08. Rute
09. I Samuel
10. II Samuel
11. I Reis
12. II Reis
13. I Crônicas
14. II Crônicas
15. Neemias
16. Ester
17. Esdras
18. Jó Poéticos
19. Salmos
20. Provérbios
21. Eclesiastes
22. Cantares de Salomão
23. Isaías Profetas Maiores
24. Jeremias
25. Lamentações de Jeremias
26. Ezequiel
27. Daniel

 

 

GÊNESIS

 

AUTOR: Moisés, comumente aceito.

É um registro da origem do nosso Universo, do gênero humano, do pecado, da redenção, da vida em família, da corrupção da sociedade, das nações, dos diferentes idiomas, da raça hebraica, etc.

Os primeiros capítulos do livro têm estado continuamente sob fogo da crítica moderna, mas os fatos que apresentam, quando corretamente interpretados e entendidos, jamais têm sido negados.

Não é propósito do autor de Gênesis dar um relato detalhado da criação. Ele dedica somente um capítulo a esse tema (só um esboço contendo alguns fatos fundamentais), enquanto dedica trinta e oito capítulos à história do povo escolhido.

TEMA PRINCIPAL: O pecado do homem e os passos iniciais destinados à sua redenção, mediante uma aliança divina feita com uma raça escolhida, cuja história primitiva ali se descreve.

PALAVRA CHAVE: Começo

PRIMEIRA PROMESSA MESSIÂNICA: 3.15

SINOPSE

I. A história da criação
(a) Do nosso Universo, 1:1-25
(b) Do homem, 1:26-31; 2:18-24

II. A história do homem primitivo
(a) A tentação e a queda, a personalidade e o caráter do tentador, o castigo do pecado, e a promessa do Redentor vindouro, cap. 3.
(b) A história de Caim e Abel, cap. 4
(c) A genealogia e morte dos patriarcas, cap. 5
(d) Os sucessos relacionados com o dilúvio, caps. 6-8
(e) A aliança do arco-íris e o pecado de Noé, cap. 9
(f) Os descendentes de Noé , cap. 10
(g) A confusão da língua em Babel, cap. 11

III. A história do povo escolhido
(1) A vida de Abraão
. (a) Seu chamado divino, cap. 12
. (b) A história de Abraão e Ló, caps. 13-14
. (c) As revelações divinas e as promessas a Abraão, particularmente a promessa de um filho, da posse da Terra Santa, e de uma grande posteridade, caps. 15-17.
. (d) Sua intercessão em favor das cidades da planície, e a destruição delas, caps. 18-19
. (e) Sua vida em Gerar, e o cumprimento da promessa de um filho no nascimento de Isaque, caps. 20-21
. (f) A prova da sua obediência por ocasião da ordem divina de sacrificar a Isaque, cap. 22
(2) A vida de Isaque
. (a) Seu nascimento, 21.3
. (b) Seu casamento, cap. 24
. (c) O nascimento de seus filhos Jacó e Esaú, 25:20-26
. (d) Seus últimos anos, caps. 26-27
(3) A vida de Jacó
. (a) Sua astúcia para adquirir o direito de primogenitura 27:1-29
. (b) Sua visão da escada celestial, 28:10-22
. (c) Os incidentes relacionados com o seu matrimônio e sua vida em Padã-Arã, caps. 29-31
(4) A vida de Esaú
(5) A vida de José, os últimos dias de Jacó, e a descida ao Egito da família escolhida, caps. 37-50

NOME PREEMINENTES RELACIONADOS:

Adão e Eva, Caim e Abel.
Abraão e Ló, Isaque e Ismael.
Esaú e Jacó, José e seus filhos.

CINCO GRANDES PERSONAGENS ESPIRITUAIS:

(1) Enoque, o homem que “caminhou com Deus”
(2) Noé, o construtor da arca
(3) Abraão, o pai dos fiéis
(4) Jacó, o homem cuja vida foi transformada pela oração
(5) José, o filho de Jacó, que de escravo se tornou em governador do Egito.

A LIÇÃO DAS IDADES

A Bíblia começa com a humanidade arruinada:
- O paraíso perdido, cap. 3.
- A instituição do plano de salvação, cap. 3.
- A Bíblia termina com a promessa cumprida: O paraíso recuperado.

 

 

ÊXODO

 

AUTOR E PERSONAGEM CENTRAL: Moisés, comumente aceito.

TEMA PRINCIPAL: A história de Israel desde a morte de José até a construção do tabernáculo.

PENSAMENTO CHAVE: Libertação.

SINOPSE:

Quatro períodos da história de Israel.

I. O período do cativeiro.
(1) A opressão do Egito, 1:7-22.
(2) Eventos dos primeiros anos da vida de Moisés.
. (a) Seu nascimento e adoção, 2:1-10.
. (b) Sua intenção de ajudar os irmãos, 2:11-14.
. (c) Sua fuga para Midiã, 2:15.
. (d) Seu casamento, 2:21. (Passam quarenta anos), At 7:30.

II. O período da Libertação.
(a) A chamada de Moisés na sarça ardente, 3:1-10.
(b) Sua comissão e capacitação divina, 3:12-22;4:1-9.
(c) Suas desculpas, 3:11;4:10-13.
(d) Arão se associa com Moisés e ambos pedem a Faraó a libertação de Israel, 4:27-31;5:1-3.
(e) A escravidão ficou mais severa, 5:5-23.
(f) Instruções divinas a Moisés e a Arão, caps. 6-7.
(g) A contenda com Faraó e a inflição das dez pragas, caps. 7-11.
(h) A páscoa, cap. 12.

III. O Período da disciplina.
(a) O êxodo, 12:31-51.
(b) As experiências no caminho até o Monte Sinai, caps. 13-18.

IV. O período da Legislação e da organização.
(a) A chegada ao Sinai, 19:1-2.
(b) A aparição do Senhor no Monte, caps. 19.
(c) A promulgação dos dez mandamentos, cap. 20.
(d) Proclamação de outras leis, caps. 21-24.
(e) Orientação acerca da edificação do tabernáculo, caps. 25-27.
(f) A designação do sumo sacerdote, cap. 28.
(g) A adoração do bezerro de ouro, cap. 32.
(h) A preparação e a construção do tabernáculo, caps. 35-40.

A PEREGRINAÇÄO DE ISRAEL COMO UM TIPO DA VIDA CRISTÃ.

A escravidão no Egito. Um tipo da escravidão do pecado.
Moisés como libertador. Um tipo de Cristo.
O êxodo. Um tipo de abandono da vida de pecado.
O cordeiro da páscoa. Um tipo de Cristo, o cordeiro de Deus.
A perseguição de Israel por parte de Faraó, 14:8-9. Um tipo das forças do mal que perseguem aos crentes.
A divisão do mar Vermelho, 14:21. Parte dos impedimentos é removida.
A coluna de nuvem e fogo, 14:19-20. Um tipo da presença divina com os crentes.
O cântico de Moisés, 15:1-19. Um tipo dos cânticos de vitória espiritual.
A multidão mista, 12:38. Um tipo da gente mundana na igreja.
Mara e Elim, 15:23-27. Um tipo das experiências amargas e doces da vida espiritual.
As panelas de carne, 16:3. Um tipo dos prazeres sensuais da vida passada.
O maná, 16:4. Um tipo de Cristo, o Pão da Vida.
A água da rocha, 17:6. Um tipo de Cristo, a Água da Vida, 1Co 10:4.
Sustentar erguidas as mãos de Moisés, 17:12. Um tipo da necessidade da cooperação entre líderes.
Na estrutura do tabernáculo – seus utensílios, suas ordenanças, as vestes sacerdotais, a arca da aliança, etc. – estão muitos tipos de Cristo e da igreja.

 

 

DEUTERONÔMIO

 

NOME: Derivado das palavras gregas, deuteros, que significa “segunda”, e nomos, “lei”.

AUTOR: Moisés, comumente aceito.

OCASIÃO HISTÓRICA: A geração passada de Israel havia perecido no deserto. Era importante, então, que a lei fosse repetida e exposta à nova geração antes que esta entrasse na Terra Prometida.

CONTEÚDO: Uma série de discursos e exortações dadas por Moisés nas planícies de Moabe, antes da travessia do Jordão, 1:1.

TEMA PRINCIPAL: Repetição das leis proclamadas no Sinai, com um chamado à obediência, mesclado com a lembrança das experiências da geração passada.

PENSAMENTO CHAVE: O requisito divino da obediência, 10:12-13.

SINOPSE:

(1) Lembrança do relacionamento de Deus com Israel no passado, caps. 1-4.
(2) Repetição do Decálogo e referências à eleição de Israel como povo separado, obediente aos mandamentos divinos, caps. 5-11.
(3) Um código de leis que devem ser guardadas em Canaã, caps. 12-26.
(4) Bênçãos pronunciadas sobre a obediência e maldições sobre a desobediência. A morte e a vida expostas perante o povo, caps. 27-30.
(5) Palavras finais de Moisés, seu cântico, bênção ,etc., caps. 31-33.
(6) Lembrança adicional da última visão e da morte de Moisés, cap. 34.

PALAVRA CHAVE: Lembra-te. Está repetida com freqüência através de todo o livro.

(a) Da promulgação da lei, 4:9-10.
(b) da aliança, 4:23.
(c) do cativeiro passado, 5:15.
(d) da grande libertação, 7:18.
(e) da liderança e provisão divinas, 8:2-6.
(f) dos pecados do passado, 9:7.
(g) dos juízos divinos, 24:9.
(h) dos dias passados, 32:7.

PASSAGENS IMPORTANTES:

(a) O grande mandamento e a importância de não se esquecer da Palavra de Deus, 6:4-12.
(b) As riquezas da provisão divina, os perigos de esquecê-la, e a idolatria, cap. 8.
(c) As bênçãos da obediência e a maldição do pecado, cap. 28.

 

 

LEVÍTICO

 

NOME: Derivado do nome da tribo de Levi.

AUTOR: Moisés, comumente aceito.

PALAVRAS CHAVE: Acesso e santidade.

CONTEÚDO: Um compêndio das leis divinas.

PERSONAGEM CENTRAL: O sumo sacerdote.

TEMA CENTRAL: Como pode um pecador aproximar-se de um Deus Santo? A palavra santo ocorre mais de oitenta vezes no livro.

LIVRO COMPANHEIRO: Hebreus.

ANÁLISE:

I. A Vida de Acesso a Deus.
(1) Por meios de sacrifícios e ofertas.
. (a) Holocaustos, que significavam expiação e consagração, 1:2-9
. (b) Oblações, que significavam ação de graças, 2:1-2.
. (c) Ofertas pelo Pecado, que significavam reconciliação, cap. 4.
. (d) Ofertas pela transgressão, que significavam limpeza de culpa, 6:2-7.
. (e) Ofertas de Paz, 6:11-15.
(2) Através da mediação sacerdotal. O sacerdócio humano: seu chamado,8:1-15; sua limpeza 8:6; seus ornamentos 8:7-13; sua expiação, 7:14-34; exemplos de sua vida pecaminosa, cap. 10.

II. Leis especiais que governam a Israel.
(1) Quanto ao alimento, cap. 11.
(2) Quanto à limpeza, higiene, costumes, moral, etc., todas enfatizavam a pureza de vida como condição para obter o favor divino, caps. 12-20.
(3) Pureza dos sacerdotes e das ofertas, caps. 21-22.

III. As cincos festas anuais.
(1) A festa da Páscoa, começava no dia 14 de abril, 23.5. Em comemoração do êxodo.
(2) A festa do Pentecoste (ou das semanas), o sexto dia junho em comemoração da promulgação da lei, 23:15.
(3) A festa das Trombetas, o primeiro dia de outubro, 23:23-25.
(4) O dia da expiação, o décimo dia de outubro. O sacerdote entrava no Lugar Santíssimo e fazia expiação pelos pecados do povo, caps. 16 e 23:26-32.
(5) A festa dos Tabernáculos, começava no décimo quinta dia de outubro. Comemorava a vida no deserto e agradecia a Deus pela colheita, 23:39-43.

IV. Leis e instruções gerais.
(1) O ano sabático. Um ano em cada sete a terra era deixada sem cultivo, 25:2-7.
(2) O ano do Jubilei. Um ano em cada cinqüenta era designado para que os escravos fossem libertados, as dívidas perdoadas e uma restituição geral tivesse lugar, 25:8-16.
(3) Condições para as bênçãos e advertências acerta do castigo, cap. 26.
(4) A lei dos Votos, cap. 27.

 

 

NÚMEROS

 

LIVRO: O livro das Peregrinações de Israel.

NOME: Derivado do nome dos censos de Israel.

AUTOR: Moisés, comumente aceito.

LIÇÃO CENTRAL: A incredulidade impede a entrada à vida abundante, Hb. 3:7-19.

TEMAS E EVENTOS PRINCIPAIS:

(1) A organização e legislação, caps., 1-9
(2) A partida do monte Sinai, 10:11-12
(3) O povo despreza o maná, 11:4-6.
(4) O desânimo de Moisés, 11:10-15.
(5) A designação dos setenta anciãos, 11:16-25.
(6) O envio das codornizes, 11:31-34.
(7) O zelo de Miriã e de Arão, cap. 12.
O FRACASSO EM CADES. Quase entram na terra prometida.
(8) O envio dos espias e seu relatório, cap. 13.
(9) A rebelião do povo e a maldição pronunciada contra eles, cap. 14. Toda a geração é sentenciada, v.29.
(10) Os eventos relacionados com os quarentas anos de peregrinação no deserto, caps. 15-19.
(11) O regresso a Cades, o pecado de Moisés e a morte de Arão, cap.20.
(12) A serpente de bronze, cap. 21.
(13) Balaão, o profeta mercenário, e corrupção de Israel, caps. 22-25.
(14) O censo da nova geração, cap. 26.
(15) Leis acerca de herança, ofertas, festas, votos, etc., caps. 27-30.
(16) O juízo contra os midianitas, cap. 31; a distribuição da terra ao leste do Jordão, cap., 32.
(17) As cidades de refúgio, cap. 35.

TIPOS MESSIÂNICOS:

Moisés fere a rocha, 20:7-11.
A serpente de bronze, 21:6-9.
As cidades de refúgio, cap. 35.

AS SETE QUEIXAS:

(1) Acerca do caminho, 11:1-3.
(2) Acerca dos alimentos, 11:4-6.
(3) Acerca dos gigantes, 13: 33-14:2.
(4) Acerca dos seus líderes, 16:3.
(5) Acerca dos juízos divinos, 16:41.
(6) Acerca do deserto, 20:2-5.
(7) Pela segunda vez acerca do maná, 21:5.

 

 

JOSUÉ

 

AUTOR: Indeterminado, provavelmente Josué.

TEMA PRINCIPAL: A conquista e a divisão da terra de Canaã.

PENSAMENTO CHAVE: Como ter êxito nas lutas da vida, 1:8-9.

ANÁLISE HISTÓRICA:

(1) A invasão da terra, caps. 1-5
(2) A queda de Jericó, cap. 6.
(3) A batalha em Ai, e Israel em Ebal e Gerizim, caps. 7-8.
(4) A Conquista do Sul, cap. 10.
(5) A Conquista do Norte e a lista dos reis mortos, caps. 11-12.
(6) A divisão da terra , a designação das cidades de refúgio, etc., caps. 13-22.
(7) Palavras de despedida e morte de Josué, caps. 23-24.

LICÃO SUGERIDA:

A certeza do cumprimento dos propósitos divinos.
(1) Nos juízos vindouros sobre os cananeus devido aos seus grandes pecados.
(2) Nos descendentes de Abraão pelo fato de possuírem a terra de acordo com a promessa de Deus, Gn. 12:7.

TIPOS:

De acordo com uma concepção comum, a travessia do Jordão representa a morte, e Canaã , o céu. Damos, a seguir, uma melhor analogia.
Canaã – Um tipo da vida cristã mais elevada, que deve ser ganha através da luta espiritual, Rm. 7:23.
Os Cananeus – Um tipo de nossos inimigos espirituais, Ef. 6:12.
A luta de Israel – Um tipo da luta da fé, I Tm 6:12.
O descanso de Israel – Após a conquista (Js 11:23) , um tipo do descanso da alma, Hb 4:9.
Os cananeus parcialmente subjugados – Um tipo dos pecados persistentes ainda não conquistados Hb. 12.1.

PORÇÕES SELETAS:

(a) Deus anima a Josué, 1:1-9.
(b) Palavras de despedida de Josué, 23:1-16; 24:1-27.

 

 

JUÍZES

 

AUTOR: Desconhecido; a tradição atribui o livro a Samuel.

TEMA PRINCIPAL: A história de Israel durante os tempos dos quatorze juizes.

O livro descreve uma série de quedas do povo de Deus na idolatria, seguidas por invasões da Terra Prometida e servidões a seus inimigos.
Tendo como centro a personalidade dos juizes levantados como libertadores de Israel, a narrativa ressalta especialmente o lado obscuro do panorama.
Um estudo das datas parece mostrar que o povo manteve uma lealdade exterior ao Senhor durante um período de tempo maior do que poderia indicar uma leitura casual do livro.

SINOPSE: Três períodos em que se pode dividir o livro.

I. O período imediatamente após a morte de Josué, 1:1:2:10.

II. O período das sete apostasias, das seis servidões e da guerra civil,caps.3-16.
A primeira servidão, à Mesopotâmia-juiz, Otoniel, 3:5-9.
A segunda servidão, a Moabe-juízes, Eúde e Sangar, 3:12-31.
A terceira servidão, a Jabim e Sísera-juízes, Débora e Baraque, 4:1-23.
A quarta servidão, aos midianitas-juiz Gideão, caps. 6-7.
A guerra civil-juízes, Abimeleque, Tola e Jair, 8:33-10:5.
A quinta servidão, aos filisteus e aos amonitas-juízes Jefté, Ibsã, Elom, e Abdom, caps. 10-12.
A sexta servidão, aos filisteus-juiz Sansão, cap. 13-16.

III. O período de confusão e anarquia, caps. 17-21.

MENSAGENS ESPIRITUAIS:

(1) O fracasso humano, a misericórdia e a libertação divinas.
(2) O poder da oração que, nas emergências, se converte num verdadeiro clamor a Deus. Note no livro a repetida declaração de que Israel chamou ao Senhor.

LIVRO COMPANHEIRO: Gálatas. Compare a nova queda de Israel na idolatria com a reincidência da igreja da Galácia no cerimonialismo.

ESTUDOS DE PERSONAGENS:

Débora, a patriota.
Gideão, o valente poderoso.
Jefté, o homem do voto precipitado.
Sansão, o forte fraco.

 

 

RUTE

 

A bela história de Rute é considerada uma gema literária. É um dos dois livros da Bíblia em que uma mulher é a personagem principal – Rute, uma moabita que se casou com um hebreu, e Ester, uma judia que se casou com um rei não-judeu.

AUTOR: Desconhecido, possivelmente Samuel.

PERÍODO: A época dos juízes.

TEMA: Como a vida de uma jovem moabita foi enriquecida.

(1) Por meio da constância e de uma sábia eleição, 1:16.
(2) Por meio de um trabalho humilde, 2:2-3.
(3) Ao aceitar o conselho de uma amiga mais idosa, 3:1-5.
(4) Por meio de uma aliança providencial, 4:10-11.
(5) Por sua exaltação a uma família real, 4:13-17.

PROPÓSITO PRINCIPAL:

Como uma mulher gentia se converteu em um dos antepassados de Cristo.

ANÁLISE HISTÓRICA:

(1) Sua permanência em Moabe, 1:1-5.
(2) Seu triste regresso a casa, 1:6-22.
(3) Rute respiga nos campos do Boaz, cap. 2.
(4) Seu casamento com Boaz, 4:13.
(5) O nascimento de seu filho, avô de Davi, 4:13-16.
(6) A genealogia de Davi, 4:18-22.

 

 

I SAMUEL

 

AUTOR: Desconhecido

A história gira em torno de três pessoas:
(1) Samuel, o último dos juízes.
(2) Saul, o primeiro rei de Israel.
(3) Davi, o rei modelo de Israel.

PERÍODO: De transição – finda o tempo dos juízes e se estabelece o reino.

TEMAS E EVENTOS PRINCIPAIS:

(1) Nascimento e dedicação de Samuel, cap. 1.
(2) O fracasso de Eli como juiz e como pai 2:12-36.
(3) A chamada de Samuel e sua infância maravilhosa, cap. 3.
(4) Captura e retorno da arca da aliança, caps. 4-6
(5) A derrota dos filisteus por meio da oração de Samuel, cap. 7.
(6) O clamor de Israel por um rei, cap. 8.
(7) Saul é escolhido e ungido rei, caps. 9-10.
(8) A primeira batalha de Saul, cap. 11.
(9) Samuel proclama o reino e adverte o povo acerca de sua presunção de pedir um rei, cap. 12.
(10) A obstinação de Saul e a profecia de Samuel, cap. 13.
(11) A libertação de Israel por Jônatas, cap. 14:1-16.
(12) A obediência é melhor do que o sacrifício, 15:1-23.
(13) Davi é ungido rei, cap. 16.
(14) Davi mata ao gigante Golias, cap. 17.
(15) A amizade de Davi e Jônatas, cap. 18.
(16) Saul persegue a Davi, caps. 18:9-27:4
(17) Os últimos anos do reinado de Saul e seu suicídio caps., 26-31.

MENSAGEM ESPIRITUAL: A oração, o elemento dominante na vida de Samuel.

(a) Nascido em resposta à oração, 1:10-28.
(b) Seu nome significa “pedido a Deus”, 1:20.
(c) Sua oração trouxe libertação em Mispa, 7:2-13.
(d) Sua oração quando Israel insistiu em ter um rei 8:21.
(e) Sua oração incessante por seu povo, 12:23.

CINCO DESVIOS DA LEI DIVINA: que resultaram em sofrimento.

(1) Poligamia, 1:6
(2) Indulgência paterna, 2:22-25; 8:1-5.
(3) Confiança em objetos sagrados, 4:3.
(4) Impaciência, 13:8-9.
(5) Obediência parcial, cap. 15.

 

 

II SAMUEL

 

AUTOR: Desconhecido.

TEMA PRINCIPAL: O reinado de Davi.

PRIMEIRO PERÍODO: Os primeiros anos do reinado. Durante este período, o rei, embora tomasse parte em campanhas militares, comuns na época, manifestou uma disposição espiritual.

(1) EVENTOS PRELIMINARES.
. (a) Execução do amalequita que matou ao rei Saul, 1:2-16.
. (b) O lamento de Davi por Saul e Jônatas , 1:17-27.
(2) DAVI É UNGIDO REI de Judá, 2:4.
(3) A BATALHA entre os seguidores de Davi e os servos de Is-Bosete, 2:8-32.
(4) FATOS QUE INDICAM A DEVOÇÃO DO REI.
. (a) Sua busca da direção divina, 2:1
. (b) O castigo aos que buscaram ganhar seu favor assassinando a seu rival, 4:5-12.
. (c) Seu discernimento, depois de haver sido exaltado como rei de Israel, ao reconhecer que sua elevação havia vindo de Deus. 5:1-12.
. (d) Sua humildade ao atribuir se êxito militar ao poder divino 5:20.
. (e) Seu entusiasmo pela volta da arca da aliança a Jerusalém
. (f) Seu desejo de erigir um templo ao Senhor e a dedicação de grande riqueza para sua construção caps. 7-8.
. (g) Sua amabilidade para com o filho de Jônatas , cap. 9.

PERÍODO MÉDIO:

(1) O grande êxito militar do rei, cap. 10.
(2) Sua queda e castigo.
. (a) Sua tentação, 11:1-2.
. (b) Destruiu um lar e assassinou a Urias, cap. 11.
. (c) Os juízas divinos o alcançam. A denúncia do profeta Natã, 12:1-14. A morte da criança, 12:15-19. O crime de seu filho Amnom, 13:1-20. A rebelião de seu filho Absalão, caps. 15-18.

PERÍODO FINAL:

Os últimos anos de Davi, caps. 20-24.

PORÇÕES SELETAS:

Generosidade de Davi para com Mefibosete, cap. 9.
A parábola de Natã, 12:1-6.
O salmo de ação de graças de Davi, cap. 22.

 

 

I REIS

 

AUTOR: Desconhecido.

TÍTULO: No texto hebraico, 1 e 2 Reis aparecem como um só livro. A divisão pode ter sido feita para conveniência dos leitores gregos.

SINOPSE: O livro pode ser dividido em duas partes.

I. A história do reinado de Salomão.
(1) Eventos iniciais. A morte de Davi e a ascensão de Salomão, seu filho, caps. 1-2.
(2) Os primeiros anos do reinado de Salomão, a idade de ouro de Israel, famosa:
. (a) Pela sábia eleição do rei, 3:5-14.
. (b) Por seu sábio juízo, 3:16-28.
. (c) Por sua sobressalente sabedoria, 4:29-34.
. (d) Pelo crescimento de seus domínios, 4:21.
. (e) Pelo esplendor de sua corte e de seus palácios, 4:22-28; 7:1-12.
. (f) Pela edificação do templo, caps. 5-6.
. (g) Pelos outros edifícios e por sua grande riqueza, 9:17-23; 10:14-29.
. (h) Pela visita da rainha de Sabá, 10:1-13.
(3) Os últimos anos de seu reinado. A decadência de seu reinado produzida:
. (a) Por seu extravagante luxo, 10:14-29.
. (b) Sua notória sensualidade, 11:1-13.
. (c) Sua apostasia de Deus, 11:4-8.
. (d) Seus inimigos, os quais o senhor levantou contra ele, 11:14-40.

II. A história dos reinos de Judá e Israel. Da morte de Salomão à elevação de Jorão, em Judá, e da elevação de Jeroboão ao reinado de Acazias, em Israel.
(1) A divisão do reino devido à insensatez de Roboão, filho de Salomão, 11:43-12:19.
(2) A rebelião das dez tribos e a elevação de Jeroboão como rei de Israel, 12:20.
(3) A história comparativa dos dois reinos.
. (a) Os reinados em Judá de Roboão, Abdias, Asa e Josafá, 12:1-22:50.
. (b) Os reinados perversos em Israel de Jeroboão, Nadabe, Baasa, Elá, Zimri, Omri, Acabe e Acazias, 12:20-22:53.

PERSONAGEM HERÓICO: O profeta Elias.

PORÇÕES SELETAS:

A sábia eleição de Salomão, 3:5-14.
A oração de Salomão na dedicação do templo, 8:22-53.
O ministério de Elias, caps. 17-19;21.
Chamada de Eliseu, cap. 19:19-21.

 

 

II REIS

 

Uma continuação de 1 Reis.

AUTOR: Desconhecido.

TEMA PRINCIPAL: A história dos reinos de Israel e Judá, desde a última parte do reinado de Acazias em Israel, e de Jorão em Judá, até o tempo dos cativeiros. Quanto a história de Israel, é esta um quadro sombrio de governantes degenerados e de gente pecadora, que resultou na escravidão. O reino de Judá também se estava degradando, mas o juízo não o atingiu tão depressa devido à influência de um número de reis bons que reinaram durante este período. Em sua maior parte o livro centraliza-se nas vidas dos profetas Elias e Eliseu.

MENSAGEM ESPIRITUAL: A influência poderosa dos governantes sobre uma nação.

SINOPSE: O livro pode ser dividido em três partes.

I. Principalmente, a história dos últimos dias de Elias.
(1) Pede fogo do céu para destruir a seus inimigos, 1:9-12
(2) A divisão do rio Jordão, 2:8.
(3) Sua transladação, 2:11.

II. Principalmente a história de Eliseu.
(1) Pede uma porção dobrada de graça, 2:9.
(2) Divide o Jordão, 2:14.
(3) Sara as águas, 2:19-22.
(4) Amaldiçoa os rapazes que zombaram dele, 2:23-24.
(5) Consegue água para um exército, 3:15-20.
(6) Aumenta o azeite da viúva, 4:1-7.
(7) Ressuscita a um menino, 4:18-37.
(8) Purifica o alimento nocivo, 4:38-41.
(9) Alimenta a multidão, 4:42-44.
(10) Sara a Naamã, o leproso, 5:5-15.
(11) Faz que Gezi fique leproso, 5:20-27.
(12) Faz flutuar o ferro de um machado, 6:1-7.
(13) Revela os planos do rei da Síria, cap. 6.
(14) Provoca cegueira nos sírios, 6:18-20.
(15) Profetiza abundância para uma cidade açoitada pela fome, 7:1-18.
(16) Garante à mulher sunamita a restauração da sua terra, 8:3-6.
(17) Profetiza a exaltação de Hazael, 8:7-15.
(18) Ordena a unção de Jeú como rei, 9:1-6.
(19) Conserva o poder profético até em seu leito de morte, 13:14-19.
(20) O poder divino se manifesta em seu túmulo, mesmo após a sua morte, 13:20-21. O segredo de seu poder seu desejo de receber porção dobrada de graça o capacitou a viver numa atitude de contínua vitoria.

III. Outros eventos notáveis na história de Judá e Israel.
(1) A execução do juízo divino de Jeú sobre Jorão, Acazias, Jezabel, setenta dos filhos de Acabe e os adoradores de Baal, caps. 9-10.
(2) O bom reinado de Joás, caps. 11-12.
(3) Os reinados de reis perversos em Israel, seguidos pelo cativeiro das dez tribos, caps. 13-17.
(4) O bom reinado de Ezequias, caps. 18-20.
(5) O perverso reinado de Manassés, cap. 21.
(6) Josias, o último dos reis bons, caps. 22-23.
(7) Uma série de reis perversos em Judá conduzem ao cativeiro da nação e à destruição de Jerusalém, cap.25.

 

 

I CRÔNICAS

 

AUTOR: Indeterminado. Crê-se que tenha sido revisado por Esdras, 1 e 2 Crônicas são um só livro no texto hebraico.

ÉPOCA: Provavelmente tenha sido escrito durante ou logo após o cativeiro. Pode ser visto como: UM SUPLEMENTO aos livros de 1 e 2 Samuel, 1 e 2 Reis. Algumas das descrições históricas são quase idênticas às dos livros anteriores.

PARTICULARIDADES: Os livros de Samuel e de Reis se referem a eventos de ambos os reinos, enquanto Crônicas se ocupa quase exclusivamente com a história de Judá.

PENSAMENTO CENTRAL: A soberania de Deus, 4:9-10;5:20;11:14;12:18; 14:2,10,14-15.

PERSONAGEM CENTRAL: Davi.

ANÁLISE DO LIVRO

I.
(1) Genealogias, caps. 1-9.
(2) Derrota e morte de Saul, cap. 10.

II. O reinado de Davi.
(1) Sua ascensão ao trono, a tomada de Jerusalém, seus homens e seus poderosos exércitos, caps. 11-12.
(2) Seu erro de tentar transportar a arca em um carro novo, cap. 13.
(3) Sua vitória sobre os filisteus, cap. 14.
(4) A arca trazida a Jerusalém, cap. 15.
(5) A grande festa de regozijo, cap. 16.
(6) O desejo do rei de construir um templo para o Senhor não lhe foi concedido, cap. 17.
(7) As grandes vitórias militares, caps. 18-20.
(8) O censo pecaminoso, cap. 21.
(9) A preparação dos materiais para o templo e a sua construção a cargo de Salomão, cap. 22.
(10) A posterior organização dos assuntos do reino, caps. 3-27.
(11) Ultimas instruções de Davi ao povo e a seu filho Salomão; Salomão se torna rei, caps. 28-29; morte de Davi, 29:28.

PORÇÕES SELETAS:

(1) A oração de Jabez, 4:10.
(2) Davi derrama a água do poço de Belém, 11:17-19.
(3) O salmo de Davi, 16:7-36.
(4) Descrição do coro e da orquestra de Davi, cap. 25.
(5) última bênção e oração de Davi, 29:10-19.

 

 

II CRÔNICAS

 

Este livro é uma continuação de 1 Crônicas e um suplemento do livro de Reis. A história de Judá narrada aqui é, em termos gerais, um quadro sombrio de instabilidade e apostasia, mesclada com períodos de reforma espiritual.

PARTICULARIDADES: O elemento espiritual na história está mais ressaltado em Crônicas do que em Reis.

(a) “Os cinco períodos de reforma”.
(b) Outras ilustrações de referências que somente 2 Crônicas apresenta.
O piedoso discurso de Abdias, 13:5-12.
Asa se esquece de Deus, 16:12.
Alianças insensatas de Josafá, 20:35.
A causa da lepra de Uzias, 26:16-21.
Cativeiro e libertação de Manassés, 33:11-13.

CINCO PERÍODOS DE REFORMA são descritos.

(1) Sob o rei Asa, cap. 15.
(2) Sob o rei Josafá, 17:6-10.
(3) Sob o sacerdote Jeoiada e o rei Joás, 23:16-19.
(4) Sob o rei Ezequias, caps. 29-31.
(5) Sob o rei Josias, caps. 34-35.

RESUMO:

I. O reinado de Salomão.
(1) Os sacrifícios de Salomão em Gibeom, e sua sábia eleição, cap. 1.
(2) A construção do templo, caps. 2-4.
(3) A glória do Senhor enche a casa, cap. 5.
(4) A oração de Salomão em dedicação do templo, cap. 6.
(5) O Senhor de novo aparece a Salomão de noite, cap. 7.
(6) A prosperidade e a fama de Salomão, cap. 8.
(7) A visita da rainha de Sabá e a morte de Salomão, cap.9.

II. A insensatez de Roboão, que causou a divisão do reino, cap. 10.

III. A história de vários reinados desde Roboão até Zedequias.
Abdias, cap.13; Asa, caps. 14-16; Josafá, caps. 17-20; Jorão, cap. 21; Acazias, 22:1-9; Atalia(rainha), 22:10-23:15; Joás, cap. 24; Amazias, cap. 25; Uzias, cap. 26; Jotão, cap. 27; Acaz, cap. 28; Ezequias, caps. 29-32; Manassés, 33:1-20; Amom, 33:21-25; Josias, caps. 34-35; Jeoacaz, 36: 1-3; Jeoiaquim, 36:4-8; Joaquim, 36:9-10; Zedequias, 36:11-13.

MENSAGEM ESPIRITUAL: O poder da oração para obter êxito e vitória, 11:16; 13:13-18; 14:11; 15:12; 17:4; 20:3; 26:5; 27:6; 30:18-20; 31:21; 32:20; 34:3.

LIÇÕES ESPIRITUAIS:

(1) A preeminência da sabedoria, 1:7-12.
(2) A glória do Senhor enche o templo preparado, 5:13-14.
(3) O espírito de louvor torna invencível o povo de Deus, 20:20-25.

 

 

NEEMIAS

 

Nos manuscritos hebraicos os livros de Esdras e Neemias aparecem como um só livro.

AUTOR OU COMPILADOR: Indeterminado. Muitos eruditos consideram grande parte do livro como uma autobiografia de Neemias.

TEXTO CHAVE: 6:3.

TEMAS PRINCIPAIS: A reconstrução dos muros de Jerusalém, a repetição de certas leis divinas e a restauração das ordenanças antigas.

SINOPSE:

I. Um estudo dos tipos.
(1) TEMA. A reconstrução dos muros de Jerusalém considerada como um tipo do crescimento do reino de Deus na terra.
. (a) Os muros derrubados (1:3) podem tipificar as defesas debilitadas do reino de Deus.
. (b) A temporada preliminar de jejum e oração (1:4-11) pode ser tipo da atitude mental que deve preceder a todos os grandes empreendimentos espirituais.
. (c) O sacrifício de Neemias de um importante posto pelo bem da causa (2:5) pode ser um tipo do serviço sacrificial sempre necessário quando se leva a cabo uma grande obra.
. (d) A inspeção da cidade à noite (2:15-16) pode tipificar a necessidade de enfrentar os fatos antes de começar o trabalho construtivo.
. (e) A busca de cooperação (2:17-18) pode ser tipo de um elemento essencial em toda obra bem sucedida.
. (f) O recrutamento de todas as classes (cap. 3) pode ser tipo da importância de uma organização completa.
(2) Podemos empregar os mesmos métodos para vencer obstáculos na obra espiritual.
. (a) O escárnio, 2:19, vencido pela confiança em Deus, 2:20.
. (b) A ira e o desprezo, 4:3, vencidos pela oração e pelo trabalho árduo, 4:4-6.
. (c) A conspiração, 4:7-8, vencida pela vigilância e a oração, 4:9.
. (d) O desânimo dos amigos, 4:10-12, vencido com uma coragem constante, 4:13-14.
. (e) A ganância egoísta, 5:1-5, vencida pela repreensão e pelo exemplo de abnegação, 5:6-17.
. (f) A obra foi concluída, e os inimigos ficaram perplexos pelo constante esforço, 6:1-15.

II. EVENTOS FINAIS.
(a) Repetição e exposição da lei divina, cap. 8.
(b) A confissão dos sacerdotes e dos levitas e a confirmação da aliança, caps. 9-10.
(c) A chamada do povo para habitar em Jerusalém, cap. 11.
(d) A dedicação do muro, cap. 12.
(e) As reformas sociais e religiosas, cap. 13.

 

 

ESTER

 

AUTOR: Desconhecido.

CARÁTER CANÔNICO: O direito do livro a ocupar um lugar no cânon da Escritura tem sido grandemente contestado. O nome de Deus não aparece nele, enquanto que um rei pagão é mencionado mais de cento e cinqüenta vezes. Não há alusão à oração nem a nenhum tipo de serviço espiritual, com a possível exceção do jejum.

MENSAGEM: Sem dúvida, ocupa um lugar na Palavra de Deus por seu ensino velado da providência protetora em conjunção com o povo de Deus e a certeza da retribuição que alcança seus inimigos.

TEMA PRINCIPAL: A libertação dos judeus por meio da rainha Ester.

TEXTO CHAVE: 4:14.

SINOPSE: Os eventos principais da história giram em torno de três festas:

I. A festa de Xerxes (Assuero) e os fatos relacionados com ela.
(1) No sétimo dia, quando o rei estava alegre devido ao vinho, a rainha Vasti desobedeceu a ordem de aparecer perante os príncipes reunidos, 1:1-12.
(2) O rei, furioso, aceitou o conselho de seus sábios e destronou a rainha, 1:13-22.
(3) Depois da busca, por todo o reino, de uma nova rainha, Ester, uma judia, foi escolhida, 2:1-17.

II. A festa de Ester, eventos preliminares e desenlace final.
(1) Mordecai, o judeu, pai adotivo da rainha, salva a vida do rei, 2:7 e 2:21-23.
(2) A ascensão de Hamã e a recusa de Mordecai de honrá-lo; a fúria de Hamã e sua decisão de destruir a todos os judeus, 3:1-15.
(3) O luto dos judeus por causa do complô de Hamã, 4:1-4.
(4) A determinação heróica de Ester de comparecer perante o rei com um plano em mente que pudesse frustar o complô, 4:5-17.
(5) Ester, ao ser recebida pelo rei, convida a este e a Hamã para uma festa, 5:1-8.
(6) Hamã prepara uma forca para Mordecai, 5:9-14.
(7) Durante uma noite de insônia o rei examina os registros da corte e descobre que Mordecai não havia sido recompensado por haver salvo a vida do rei, 6:1-3.
(8) A vaidade egoísta de Hamã resulta em sua própria humilhação e em grande honra para Mordecai, 6:4-11.
(9) A festa de Ester. Descobre-se o complô de Hamã, e este é pendurado na forca que ele havia preparado para Mordecai, cap. 7.

III. A FESTA DE PURIM.
(1) Eventos preliminares.
. (a) O rei autoriza a vingança dos judeus contra s seus inimigos, cap. 8.
. (b) A vingança executada, cap. 9.
(2) A festa instituída, 9:20-31.
(3) A exaltação de Mordecai, cap. 10.

 

 

ESDRAS

 

AUTOR: Desconhecido. Geralmente se crê que Esdras, embora não tenha sido o autor de todo livro, mas tenha sido o compilador das partes que não escreveu. Esdras, de descendência sacerdotal, foi um judeu exilado em Babilônia, 7:1-6.

TEMAS PRINCIPAIS: O regresso dos judeus de seu cativeiro em Babilônia, a reconstrução do templo, e a inauguração de reformas sociais e religiosas.

MENSAGEM ESPIRITUAL: O poder da palavra de Deus na vida humana. Referido como a Palavra de Deus, 1:1; 9:4; Lei (o Livro) de Moisés, 3:2; 6:18; 7:6; mandamentos, 6:14; 10:3; Lei do Senhor, 7:10,14.

SINOPSE:

I. O regresso da primeira colônia de judeus sob a liderança de Zorobabel, caps. 1-6.
(a) Autorizado pelo rei Ciro, 1:1-4.
(b) Os nomes dos remanescentes que voltaram, os sacerdotes, os levitas, os descendentes dos servos de Salomão e suas possessões e ofertas, cap. 2.

II. Suas construções.
(a) Constróem o altar e estabelecem o culto, 3:1-6.
(b) Lançam os alicerces do templo, 3:8-13.
(c) O povo da terra desejou unir-se à obra, 4:1-2.
(d) Quando sua oferta foi rejeitada, se opuseram violentamente, causando a paralisação da obra, 4:4-24.
(e) Após longa demora, reiniciam a obra graças a um decreto de Dario, caps. 5-6.
(f) Término e dedicação do templo, e observância dos ritos antigos, 6:15-22.

III. Regresso da segunda colônia sob a direção de Esdras, autorizado pelo rei Artaxerxes, caps. 7-10.
(a) Lista dos exilados que regressaram em companhia de Esdras e sua chegada a Jerusalém, cap. 8.
(b) A correção dos males sociais realizada por Esdras, caps. 9-10.

A OBRA LITERÁRIA E RELIGIOSA DE ESDRAS.

A ele se atribui a autoria de vários salmos, especialmente do Salmo 119.
Antiga tradição atribui a Esdras a autoria de 1 e 2 Crônicas, mas isto não se pode provar. Associou-se com Neemias para iniciar um avivamento no estudo das Escrituras, Ne 8.
Acredita-se que ele seja o iniciador da sinagoga judaica e compilador da maioria dos livros do Antigo Testamento.

PORÇÕES SELETAS:

(1) A sublime confiança de Esdras na proteção divina, quando chamado a levar grandes tesouros através de lugares perigosos, 8:21-32.
(2) A oração e a confissão de Esdras pelo povo, 9:5-15.

 

 

 

AUTOR: Desconhecido.

DATA: É o objeto de grande discussão. É visto por muitos eruditos como o livro mais antigo da Bíblia; outros o colocam em data tão recente como a época do exílio.

LUGAR: A terra de Uz.

TEMA PRINCIPAL: O problema da aflição de Jó. O livro é poético e pictórico em suas descrições, podendo ser dividido em doze cenas.

CENA 1:
Jó e sua família antes da aflição. Jó aparece como um pai piedoso, não prejudicado pela prosperidade, ministrando como sacerdote de sua numerosa família, 1:5.

CENA 2:
(a) Satanás entra na presença divina, e insinua que Jó serve a Deus por causa de favores especiais, 1:9-11.
(b) Deus permite a Satanás provar a Jó com a perda de suas possessões e de seus filhos, 1:12-20.
(c) Jó retém a sua integridade, 1:21-22.

CENA 3:
(a) Satanás volta à presença divina, declarando que se Jó fosse afligido no próprio corpo ele amaldiçoaria a Deus, 2:1-5.
(b) Deus permite que Satanás atinja Jó com horrível enfermidade, 2:7-8.
(c) O conselho blasfemo de sua esposa e a submissão triunfante de Jó, 2:9-10.

CENA 4:
A chegada dos três amigos de Jó e os sete dias de silenciosa condolência, 2:11-13.

CENA 5:
A paciência de Jó começa a acabar, e ele expressa sua queixa, cap. 3.

CENA 6:
Amargas e infrutíferas discussões acerca das aflições de Jó entre este e seus três amigos. Seus amigos sustentam que o sofrimento é o resultado de pecado pessoal. Jó se defende e mantém a sua inocência, caps. 4-31.

CENA 7:
Eliú entra na discussão, caps. 32-37.

CENA 8:
De um redemoinho o Senhor responde a Jó com palavras de luz e repreensão, caps. 38-39.

CENA 9:
A confissão de Jó, 40:3-5.

CENA 10:
O Senhor fala pela segunda vez, 40:7-41:34.

CENA 11:
(a) A segunda confissão de Jó, 42:1-6.
(b) O Senhor repreende a Elifaz, a Bildade e a Zofar por suas palavras insensatas e ordena-lhes que ofereçam sacrifícios, 42:7-9.

CENA 12:
Jó ora por seus amigos; sua própria prosperidade é restaurada e morre em avançada idade, 42:10-17.

LIÇÕES SUGERIDAS

(1) O maligno poder de Satanás na vida humana.
(2) O uso do sofrimento no plano divino como um meio de aperfeiçoar o caráter.

PORÇÕES SELETAS: O discurso de Jó sobre a sabedoria, cap. 28.

 

 

SALMOS

 

São cento e cinqüenta cânticos e poemas espirituais usados em cultos e devocionais da igreja de todas às épocas. Compunham o hinário do segundo templo.

Os temas predominantes são a oração e o louvor, mas os Salmos cobrem uma grande variedade de experiências religiosas. São referidos com mas freqüências no Novo Testamento do que qualquer outro livro, exceto Isaías. São com freqüência chamados Salmos de Davi porque esse rei foi o autor de um grande número deles.

AUTORES: Não se sabe quais foram os autores de um grande número de Salmos. É provável que, em alguns casos, o nome atribuído a certos Salmos possa referir-se melhor ao compilador do que ao autor.

A seguinte lista de autores foi extraída de várias versões das Escrituras.

Atribuídos a Davi, 73; aos filhos de Coré, 11; a Asafe, 12; a Hemã, 1; a Etã, 1; a Salomão, 2; a Moisés, 1; a Ageu, 1; a Zacarias, 1; a Ezequias, não há certeza quanto ao número; a Esdras, 1. Os restantes são anônimos.

SALMOS MESSIÂNICOS:

Damos a seguir alguns dos salmos que contém referências diretas ou simbólicas a Cristo.
(1) Cristo com Rei, 2; 45; 72; 110; 132:11
(2) Seus sofrimentos, 22; 41; 55:12-14; 69:20-21.
(3) Sua ressurreição, 16.
(4) Sua ascensão, 68:18.

ORDEM QUANTO A TEMA:

Cada salmo está anotado abaixo sob o tema a que se refere.

O homem:
(a) Sua exaltação, 8.
(b) Sua condição de pecador, 10; 14; 36; 55; 59 entre outros.

O mundano e o ímpio.
(a) Em contraste com o piedoso, 1; 4; 5.
(b) A demora de seu castigo, 10.
(c) Sua prosperidade, 37; 73.
(d) Seu destino, 9; 11.
(e) A confiança nas riquezas, 49.

Experiências espirituais.
(a) O arrependimento, 25; 38; 51; 130.
(b) O perdão, 32.
(c) A conversão, 40.
(d) A consagração, 116.
(e) A confiança, 3; 16; 20; 23; 27; 31; 34; 42; 61; 62; 91; 121.
(f) A capacidade de ser ensinado, 25.
(g) A aspiração, 42; 63;; 143.
(h) A oração, 55; 70; 77; 85; 86; 142; 143.
(i) O louvor, 96;98; 100; 103; 107; 136; 145; 148; 149; 150.
(j) A adoração, 43; 84; 100; 122; 132.
(l) A aflição, 6;13; 22; 69; 88; 102.
(m) A velhice, 71;
(n) A viga fugaz, 39; 49; 90.
(o) O lar, 127.
(p) A nostalgia, 137.

A Igreja (Simbolizada).
(a) Sua segurança, 46.
(b) Sua glória, 48; 37.
(c) O amor para com ela, 84; 122.
(d) A unidade nela, 133.

A Palavra de Deus, 19; 119.

Missionários, 67; 72; ; 96; 98.

O dever dos governantes, 82; 101.

Atributos Divinos:
(a) Sabedoria, majestade e poder, 18; 19; 29; 62; 66; 89; 93; 97; 99; 118; 147.
(b) Conhecimento infinito, 139.
(c) Poder criativo, 33; 89; 104.

As experiências de Israel:
(a) Incredulidade, 78.
(b) Sua desolação e aflição, 79; 80.
(c) Sua reincidência, 81.
(d) A providência divina, 105; 106; 114.

 

 

PROVÉRBIOS

 

É UMA COLEÇÃO DE MÁXIMAS MORAIS E RELIGIOSAS, possuidoras de instrução acerca da maneira correta de viver. Também contêm discursos breves sobre sabedoria, justiça, temperança, trabalho, pureza, etc.

Nestes ditos concretos e expressivos descreve-se um grande contraste entre a sabedoria e a insensatez, e entre a justiça e o pecado.

AUTORES: Acredita-se geralmente que Salomão escreveu um grande número dos provérbios, ainda que talvez estes possam não ter sido originalmente seus. Os capítulos 30 e 31 trazem palavras de Agur e de Lemuel.

PROPÓSITO PRINCIPAL: Dar instrução moral, especialmente aos jovens.

TEXTO CHAVE: 1:4.

PENSAMENTO CHAVE: O temor do Senhor, mencionado cerca de quatorze vezes.

SINOPSE:

(1) Conselhos paternais e advertências, com exortações acerca da obtenção de sabedoria, caps. 1-7.
(2) Chamado da sabedoria caps., 8-9.
(3) Os provérbios de Salomão-contrastes entre o bem e o mal sabedoria e a insensatez, caps. 10-20.
(4) Máximas proverbiais e conselhos, caps., 21-24.
(5) Os provérbios de Salomão, copiados por homens do rei Ezequias, caps., 25-29.
(6) As palavras de Agur, o profeta, cap. 30.
(7) As palavras do rei Lemuel, o conselho de uma Mãe, 31:1-19. A descrição de uma esposa ideal, 31:10-31.

PORÇÕES SELETAS:

Sabedoria, seu chamado, 1 :20-23; cap. 8; sua fonte, 2-6; sus preciosidade, 3:13-26; a coisa principal, 4:5-13; o tesouro mais valioso, 8;11-36; sua festa, 9:1-6.

TEMAS TRATADOS:

A ira, 14:17, 29; 15:18; 16:32; 19:11.
A generosidade, 3:9-10; 11:24-26; 14:21; 19:17; 22:9.
A correção dos filhos, 13:24; 19:18;22:6; 15; 23:13-14.
Os tentadores, 4:14; 9:13; 16:29.
O temor de Deus, 1:7; 3:7; 9:10; 10:27; 14:26-27; 15:16; 33; 16:6; 19:23; 23:17; 24:21.
Insensatos, caluniadores, 10:18; de vida curta, 10:21; desordeiros, 10:23; fariseus, 12:15; irritáveis, 12:16; zombadores do pecado, 14:9; faladores de estultícia, 15:2; insensíveis, 17:10; perigosos, 17:12; ilusórios, 17:24; intrometidos, 20:3; desprezadores da sabedoria, 23:9; estúpidos, 27:22; auto-confiantes, 14:16; 28:26; incautos, 29;11.
Amizade, 17:17; 18:24; 19:4; 27:10; 17.
Conhecimento Divino, 15:11; 21:2; 24:12.
Diligente, 6:6-11; 10:4-5; 12:27; 13:4; 15:19; 18:9;19:15,24; 20:4; 13; 22:13; 24:30-34; 26:13-16.
Opressão, 14:31; 22:22; 28:16.
Orgulho, 6:17; 11:2; 13:10; 15:25; 16:18-19; 18:12;21:4,24; 29:23; 30:13.
Prudência, 12:23; 13:16; 14:8,15,18; 15:5; 16;21;18:6,19; 20:3; 22:10; 25:8; 30:33.
Zombadores, 3:34; 9:7; 14:6; 19:25; 24:9.
Contenda, 3:30; 10:12; 15:18; 16:28; 17:1,14,19;18:6,19; 20:3; 22:10; 25:8; 30:33.
Temperança, 20:1; 21:17; 23:1-3,20; 23:29-35; 25:16;31:4-7.
A língua, 4:24; 10:11-32; 12:6,18,22; 13:3; 14:3;15:1-7,23; 16:13,23,27; 17:4; 18:2,21; 19:1; 20:19; 21:23; 26:28; 30:32.
Ganho injusto, 10:2; 13:11; 21:6;; 28:8.
Riqueza, 10:2,15; 11:4,28; 13:7,11; 15:6; 18;8; 18:11;19:4; 27:24; 28:6,22.
Mulheres más, 2:16-19; 5:3-14,20,23; 6:24-35; 7:5-27;9:13-18.
Mulheres boas, 5:18-19; 31:10-31.

LIÇÃO ESPIRITUAL:

Salomão foi um guia, mais que um exemplo. Mostrou o caminho da sabedoria, mas na última parte de sua vida, não caminhou por ele. Seu filho, Roboão, seguiu seu exemplo, em vez de seus conselhos, e se converteu num governante insensato e mau.

 

 

ECLESIASTES

 

NOME: Emprestado da Septuaginta. Na Bíblia hebraica é chamado Kohelet. Embora o significado desta palavra seja incerto, tem sido traduzida em português como “pregador”, ou alguém que dirige uma reunião.

AUTOR: Indeterminado, ainda que comumente se aceite que tenha sido Salomão, 1:1-2. Julgando pela história de sua vida encontrada na bíblia, muitas experiências relatadas ali parecem corresponder às que ele deve ter tido.

TEXTO CHAVE: 12:13.

PALAVRAS CHAVE: Vaidade, e sob o sol. Cada uma destas expressões ocorre mais de vinte e cinco vezes.

CONTEÚDO:

O livro contém as reflexões e experiências de um filósofo cuja a mente estava em conflito sobre os problemas da vida.

Depois de falar das desilusões que havia tido, apresenta o enfoque do materialismo epicureu – que não há nada melhor que o gozo carnal dos prazeres da vida.

À medida que esta idéia aparece repetidamente através do livro, é evidente que o escritor lutava com ela, enquanto que ao mesmo tempo expressava verdades profundas acerca do dever e das obrigações do homem para com Deus.

Finalmente, parece sair de suas especulações e dúvidas até alcançar a conclusão nobre de 12:13: “Teme a Deus”, e guarda os seus mandamentos, pois isto é todo o dever do homem.

SINOPSE:

Caps. 1-2.
(1) Introdução. Reflexões sobre a rotina monótona da vida,1:1-11.
(2) A busca de satisfação e felicidade do homem natural.
. (a) Não se encontra na aquisição de sabedoria, 1:12-18
. (b) Não se encontra no prazer mundano,2:1-3.
. (c) Não se encontra na arte ou na agricultura,2:14-6
. (d) Não se encontra nas grandes possessöes,2:7-11.
(3) Conclusões.
. (a) O sábio é superior ao insensato,2:12-21.
. (b) Do epicureu – não há nada melhor do que comer, beber e gozar a vida,2:24-26.

Cap. 3. O ponto de vista do homem natural acerca da cansativa rotina da vida.
(a) Há um tempo para tudo, vv. 1-8.
(b) A conclusão do materialista, vv. 13-22.

Cap. 4. O estudo dos males sociais afasta da fé,vv.1-15.
Conclusão: tudo é sem sentido e inútil,v.16.

Cap. 5.
(a) Conselhos acerca dos deveres religiosos,vv.1-7.
(b) A insignificância das riquezas,vv.9-17.
(c) A conclusão é – comer, beber e gozar a vida,vv.18-20

Cap. 6. A falta de sentido de uma vida longa,vv.3-12.

Cap. 7.
(a) Uma série de ditos sábios, vv. 1-24.
(b) Conclusões acerca da mulher má, vv. 25-28.

Cap. 8.
(a) Deveres civis, vv. 1-5.
(b) A incerteza da vida, vv. 6-8.
(c) A certeza do juízo divino, e as injustiças da vida, vv.10-14.
(d) A conclusão epicuréia, v.15.
(e) A obra de Deus e o homem, vv. 16-17.

Cap. 9.
(a) Coisas similares sucedem aos justos e aos maus; o túmulo é a meta da vida, o homem é uma criatura de circunstâncias. Conclusão epicuréia: Comamos e bebamos porque amanhã morreremos, vv. 1-9.
(b) A sabedoria é preeminente, ainda que às vezes não seja apreciada, vv. 13-18.

Cap.10. Vários ditos sábios, o contraste entre a sabedoria e a insensatez, etc.

Cap.11.
(a) Conselhos acerca da generosidade, vv. 1-6.
(b) Conselhos ao jovem, vv. 9-10.

Cap.12. Uma descrição poética da velhice, vv. 1-7. As últimas palavras do pregador e a conclusão final acerca do dever primordial do homem, vv. 8-14.

 

 

CANTARES DE SALOMÃO

 

AUTORES: Salomão, de acordo com a tradição.

Este livro tem sido severamente criticado por causa da linguagem sensual. Seu direito a um lugar na bíblia tem sido defendido por muita gente religiosa de todas as épocas. Muitos o têm considerado como uma alegoria espiritual do afeto que existe entre Deus e seu povo escolhido, ou entre Cristo e sua igreja.

ESTE É UM POEMA ORIENTAL: As expressões ardentes só podem ser devidamente interpretadas por uma mente espiritual madura.

SINOPSE: (o noivo representa a Cristo; a noiva a Igreja)

(1) A comunhão espiritual entre a noiva e o noivo celestial, 1:1-2:7.
(2) A noiva perde seu companheiro e o busca,2:8-3:5.
(3) Os discursos ardentes do noivo e da noiva acerca de seu amor mútuo e os elogios de um para com o outro, 3:6-8:14.

PENSAMENTO CHAVE: Meu amado, o título que os crentes dão a Cristo, 2:16.

TEXTO COMPANHEIRO: O salmo 45.

ILUSTRAÇÃO COMPLEMENTAR:

I. O noivo celestial.
(1) Seu amor cobre todos os defeitos da noiva, Ct 4:7.
(2) Seu regozijo por ela, Is 62:5.
(3) Deu sua vida por ela, Ef 5:25.
(4) Virá reclamá-la como sua, Mt 25:6.

II. A noiva.
(1) Ama ao noivo, Ct 2:16.
(2) Sente sua indignidade, Ct 1:5.
(3) Tem sido purificada e vestida com vestes imaculadas, Ap 19:8.
(4) Adornada com as jóias da graça divina, Is 61:10.
(5) Oferece os convites para as bodas, Ap 22:17.

A FESTA DAS BODAS:

(1) Preparada pelo Pai para o Filho, Mt 22:2.
(2) Preparações custosas, Mt 22:4.
(3) O convite é uma grande honra, Ap 19:9.
(4) Os convites, desprezados por minutos, Mt 22:5.
(5) Os convites incluem todas as classes, Mt 22:10.
(6) O fato de não usar roupas de bodas por descuido leva a sua exclusão, Mt 22:11-13.

 

 

ISAÍAS

 

AUTOR: Isaías, o profeta filho de Amoz. Profetizou durante os reinados de Uzias, Jotão, Acaz, e Ezequias, 1:1. Sua chamada e unção, 6:1-8. Sua família, 7:3;8:3-4.

VISTO GERALMENTE COMO O MAIOR dos profetas do Antigo Testamento.

(1) Por ser preeminentemente o profeta da redenção.
(2) Muitas das passagens de seu livro estão entre as mais formosas da literatura.

Alguns eruditos modernos têm estudado sua profecia poética do mesmo modo que um botânico estuda as flores, examinando-as e analisando-as.

O uso deste método tem feito que a beleza e a unidade do livro, como as de uma rosa, fiquem quase esquecidas à medida que as diferentes partes são divididas a fim de serem examinadas.

SINOPSE:

SEÇÃO I, caps. 1-39. Refere-se principalmente a eventos que conduziram ao cativeiro.

(a) Exortações e advertências do juízo divino, mescladas com predições de dias melhores e da vinda do Messias. caps. 1-12.
(b) Profecias acerca das nações vizinhas – Assíria, Babilônia, Moabe, Egito, Filístia, Síria, Edom, e Tiro, etc., caps. 13-23.
(c) Escritos acerca dos pecados e do sofrimento do povo, promessas de salvação, um cântico de confiança em Deus, e seu cuidado por sua vinha, caps. 24-27.
(d) Maldições pronunciadas contra Efraim e Jerusalém, especialmente por confiar nas alianças estrangeiras, caps. 28-31.
(e) Promessas de um rei justo e do derramamento do Espírito, a exaltação do justo, e a transformação do deserto em um jardim do Senhor, caps. 32-35.
(f) a libertação de Ezequias das mãos dos assírios e a prolongação de sua vida, caps. 36-39.

SEÇÃO II

A segunda parte do livro contém predições, advertências e promessas referentes a eventos posteriores ao cativeiro, eventos que se estendem por séculos através da dispensação cristã. Esta parte da profecia é especialmente rica em referências messiânicas.

PALAVRA CHAVE: SALVAÇÃO. O nome Isaías significa “Salvação do Senhor”.

SALVAÇÃO
(a) Sua fonte, 12:3.
(b) Seu gozo, 25:9.
(c) Seus muros, 26:1.
(d) Eterna, 45:17.
(e) Seu dia, 49:8.
(f) Os pés de seus atalaias, 52:7.
(g) Sua difusão, 52:10.
(h) Seu braço, 59:16.
(i) Seu elmo, 59:17.
(j) Suas vestes, 61:10.
(k) Sua luz, 62:1.

SETE COISAS PERDURÁVEIS
(1) A fortaleza, 26:4.
(2) Os juízos, 33:14.
(3) O gozo, 35:10.
(4) A salvação, 45:17.
(5) A compaixão, 54:8.
(6) A aliança, 55:3.
(7) A luz, 60:19.

 

 

JEREMIAS

 

Contém a biografia e a mensagem de “O PROFETA CHORÃO”.

PERÍODO: Os dias obscuros do reino de Judá, a partir do ano décimo terceiro de Josias (o último dos reis bons) até vários anos depois do cativeiro.

TEMAS PRINCIPAIS: A reincidência, a escravidão e a restauração dos judeus.

VIDA DE JEREMIAS:

SUA FAMÍLIA, 1:1.
SEU NASCIMENTO, e sua eleição divina como profeta, 1:5.
A CHAMADA EM SUA JUVENTUDE, nos dias do rei Josias, 1:2-6.
CHEIO DO PODER DIVINO, 1:9.
SUA COMISSÃO, 1:10.
A promessa da presença divina, 1:19.
FOI PRESSIONADO PELO DEVER, 20:9
Foi sustentado pela Palavra de Deus, 15:16.
SUA PERSEGUIÇÃO, profetizada.
Foi colocado no cepo, 20:2.
Também numa cisterna cheia de lama, 38:6.
Foi levado ao Egito, 43:5-7.

SINOPSE

(1) A chamada do profeta, cap. 1.
(2) Repreensões, advertências e promessas aos judeus, caps. 2-20.
(3) Denúncia de governantes e também de falsos pastores e falsos profetas, caps. 21-23.
(4) Predições dos juízos divinos, a destruição de Jerusalém e os setentas anos de cativeiro, caps. 25-29.
(5) Promessas de restauração dos judeus, caps. 30-33.
(6) Profecias ocasionadas pelos pecados de Zedequias e Jeoiaquim, caps. 34-39.
(7) A condição miserável do restante que ficou em Judá, e as profecias contra eles, caps. 40-44.
(8) A consolação a Baruque, cap. 45.
(9) Profecias acerca das nações hostis, caps. 46-51.

A MENSAGEM

(1) ALGUNS PONTOS IMPORTANTES.
(a) A fonte e a cisterna, 2:13.
(b) A indelével mancha do pecado, 2:22.
(c) Deus busca um homem, 5:1.
(d) As veredas antigas são melhores, 6:16.
(e) A oportunidade perdida, 8:20.
(f) O chamado com lágrimas ao arrependimento, 9:1.
(g) A depravação do coração humano, 17:9.
(h) O barro e o oleiro, cap. 18.
(i) Os falsos pastores, cap. 23.
(j) Como encontrar a Deus, 29:13.
(k) A nova aliança, 31:31-34.
(l) A mutilação da Palavra de Deus, 36:21-24.

(2) FOI REJEITADO
(a) Por seus vizinhos, 11:19-21.
(b) Por sua própria família, 12:6.
(c) Pelos sacerdotes e profetas, 20:1-2.
(d) Por seus amigos, 20:10.
(e) Por todo o povo, 26:8.
(f) Pelo rei, 36:23.

 

 

LAMENTAÇÕES DE JEREMIAS

 

É uma continuação do livro de Jeremias.

TEMA: É uma série de elegias em forma de acrósticos, escritas como se fossem para um funeral nacional, que descrevem a tomada e a destruição de Jerusalém.

Na Septuaginta se encontram as seguintes palavras de introdução, “E Sucedeu”, depois que Jerusalém foi levada ao cativeiro, que Jeremias se sentou a chorar e a lamentar, e lançou seu lamento sobre Jerusalém.

Nas escrituras hebraicas os capítulos 1,2,4 e 5 têm cada um vinte e dois versos, e cada verso começa com cada uma das 22 letras do alfabeto hebraico em ordem.

No capítulo 3 os primeiros três versos começam com a letra alef, os segundos três com a letra bet, e assim, sucessivamente.

O capítulo 5 tem vinte e dois versos, mas não estão em forma de acróstico.

SINOPSE:

(1) A ruína de Jerusalém e o sofrimento dos exilados, devido aos seus pecados, cap. 1.
(2) O senhor, o defensor de Israel desde a antigüidade, abandonou a seu povo ao seu terrível destino, cap. 2.
(3) A dor de Jeremias sobre as aflições de seu povo, sua confiança em Deus e sua própria perseguição, cap. 3.
(4) A glória passada de Israel em contraste com sua aflição presente, cap. 4.
(5) Oração pedindo misericórdia, cap. 5.

TEXTO CHAVE: 1:12.

 

 

EZEQUIEL

 

NOME: Significa “Deus fortalece”.

ESTE LIVRO, como Daniel e Apocalipse, pode ser chamado um livro de mistério. Contém muita linguagem figurada que é difícil de interpretar. Sem dúvida, muitos de seus ensinos são claros e de grande valor.

SINOPSE:

SEÇÃO I: A preparação e a chamada do profeta, caps. 1-3.

(a) Era filho de um sacerdote, 1:3.
(b) Foi levado cativo a Babilônia, 1:1; 2Rs 24:11-16.
(c) Sua visão de Deus, cap. 1.
(d) Sua chamada, 1:3.
(e) Sua comissão e sua dotação de poder, caps.2-3.
(f) Alimento espiritual, 3:1-3.
(g) Sua tarefa, ser um atalaia espiritual, 3:4-11, 17-21.
(h) Ezequiel recebeu o mais alto grau de inspiração. As palavras “Assim diz o Senhor Deus” são usadas repetidamente através do livro.

PENSAMENTO CHAVE: “Eu sou o Senhor Deus”.

SEÇÃO II: Uma descrição da condição apóstata de Judá antes do cativeiro.

(a) Faz referência principalmente a visões, advertências e predições acerca da culpabilidade do povo e da destruição vindoura de Jerusalém, caps. 4-24.
(b) Os juízos divinos sobre as sete nações vizinhas, caps. 25-32.

SEÇÃO III: Principalmente predições e promessas acerca dos meios pelos quais a glória da nação será restaura da, caps. 33-48.

(a) Ao escutar as advertências dos guardas espirituais e arrepender-se do pecado, cap. 33.
(b) Pela remoção dos falsos pastores e a vinda do Bom Pastor, que alimentará o rebanho, cap. 34.
(c) Por um avivamento e uma ressurreição espiritual no vale dos ossos secos, caps. 36-37.
(d) Pela destruição dos inimigos da nação, caps. 38-39.
(e) Pela edificação de um novo santuário, caps.40-42.
(f) Pela volta da glória do Senhor, 43:4-5;44:4.
(g) Pelo ministério de um sacerdócio leal,44:9-31
(h) Pelas águas vivificantes que emanam do santuário, cap.47.

EVENTOS SOBRESSELENTES no livro.

(1) A glória do Senhor ausente do templo,10:16-18; 11:23.
(2) A queda de Jerusalém, 33:21.
(3) Profetizada a volta da “glória shekinah”,44:4

PORÇÕES SELETAS:

(1) O coração novo, 11:19; 36:25-28.
(2) Responsabilidade pessoal, 18:20-32.
(3) A argamassa fraca, 13:10-15.
(4) Deus busca um homem íntegro, 22:30.
(5) Os ouvintes sentimentais, 33:30-32.
(6) Capítulos para ministros, 13,33-34.
(7) O avivamento, 37.

 

 

DANIEL

 

Um companheiro do livro de Apocalipse.

AUTOR: Daniel, como Ezequiel, esteve cativo em Babilônia. Foi trazido perante o rei Nabucodonosor em sua juventude e instruído na língua e nas ciências babilônicas (caldaicas), 1:17-18.

SUA VIDA: é similar à de José – foi elevado ao cargo mais alto do reino (2:48), manteve sua vida espiritual em meio a uma corte pagã, 6:10.

TEMA PRINCIPAL: A soberania de Deus sobre os assuntos dos homens em todas as épocas. As confissões do rei pagão deste fato constituem os versículos chave deste livro, 2:47;4:37;6:26.

SEÇÃO I: É principalmente uma narrativa biográfica pessoal e uma história local. Contém eventos comovedores e incomparáveis de intervenções divinas no antigo Testamento.

O livro se refere a seis conflitos morais nos quais participaram Daniel e seus companheiros.

Primeiro conflito. Entre a intemperança pagã e a abstinência escrupulosa a bem da saúde.
A abstinência obtém a vitória, 1:8-15.

Segundo conflito. Entre a magia pagã e a sabedoria celestial na interpretação de sonhos.
A sabedoria divina obtém a vitória, 2:1-47.

Terceiro conflito. A idolatria pagã confrontada pela lealdade a Deus.
A lealdade a Deus obtém a vitória, 3:1-30.

Quarto conflito. O orgulho de um rei pagão confrontado pela soberania divina.
Deus é vencedor – O rei foi lançado fora a comer erva, 4:4-37.

Quinto conflito. O grande sacrilégio contra as coisas sagradas.
A reverência obtém a vitória – a escritura na parede. Belsazar é destronado, 5:1-30.

Sexto conflito. Entre o complô perverso e a providência de Deus para com os seus santos.
A providência obtém a vitória. Deus fecha a boca dos leões, 6:1-28.

SEÇÃO II: Visões e profecias que relatam como a poderosa mão de Deus muda o cenário no panorama da história, caps. 7-12.

INTERPRETAÇÃO: O livro de Daniel é companheiro do livro de Apocalipse; ambos contém muita linguagem figurada de difícil interpretação.

A intenção de adaptar as profecias de Daniel e Apocalipse aos fatos da história humana tem produzido ilimitado conflito de opiniões.

A verdadeira interpretação dos detalhes das visões nem sempre é clara.

Dois fatos são geralmente reconhecidos pela maioria dos eruditos:

(1) As profecias representam uma revelação parcialmente velada de eventos futuros da história secular e sagrada.
(2) As visões assinalam o triunfo final do reino de Deus sobre todos os poderes satânicos e do mundo.

No capítulo sete muitos comentaristas vêem as quatro bestas como representando os quatro grandes impérios: Babilônia, Medo-Pérsia, Grécia, e Roma (vv. 1-7), seguidos por uma visão do Messias que vem.

No capítulo oito aparece outro período da história medo-persa e grega sob a figura de uma besta.

O capítulo nove contém a oração de Daniel e uma profecia velada do tempo da vinda do Messias.

Os capítulos dez, onze e doze contém predições adicionais de longo alcance e revelações de acontecimentos futuros.

Estes três capítulos têm sido campo de batalha de controvérsia teológica com muitas e variadas interpretações.

PORÇÕES SELETAS:

(1) O propósito de Daniel, 1:8.
(2) A pedra do monte, 2:44-45.
(3) A resposta dos três jovens hebreus, 3:16-18.
(4) A festa de Belsazar, cap. 5.
(5) Daniel na cova dos leões, 6:1-24.
(6) A visão do juízo, 7:9-14.
(7) A promessa aos ganhadores de almas, 12:3.

Fonte: Comunicadores Sem Fronteiras
  1. 11/06/2012 às 09:16 | #1

    obrigado, me ajudaram muito **–**

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